Pode ser adoptada a versão simplificada “quilo” para a unidade correspondente a 1000 gramas?
Responde Isabel Spohr, do Instituto Português da Qualidade (IPQ), responsável pela área da Metrologia no domínio da Massa e Grandezas Derivadas. Recorde-se que o IPQ enquanto Instituição Nacional de Metrologia, através da Unidade de Metrologia Científica e Aplicada – LCM, garante o rigor e a exactidão das medições realizadas, assegurando a sua comparabilidade e rastreabilidade, a nível nacional e internacional, e a realização, manutenção e desenvolvimento dos padrões das unidades de medida:
“É utilizada [nos meios de comunicação] diversas vezes a palavra “quilo” em vez de quilograma. O que está errado, pois a unidade SI (do Sistema Internacional) da grandeza massa é o quilograma. Embora no dia a dia na mercearia se fale em “quilo”… quilo é apenas um prefixo (de entre outros como Mega, Giga, etc.) utilizado como múltiplo de unidades SI. A unidade de massa é a única cujo nome, por razões históricas, contém um prefixo.”
Recorde-se que o quilograma corresponde à massa de um protótipo internacional – um cilindro – guardado no Gabinete Internacional de Pesos e Medidas (BIPM, na sigla internacional).
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sexta-feira, 23 de setembro de 2011
segunda-feira, 9 de maio de 2011
(7) Pontos nos milhares e milhões
Porque usam pontos a marcar os milhares nos números inteiros?
A Norma Portuguesa n.º 9/2006, do Instituto Português de Qualidade, determina a colocação correcta dos “pontos” e das “vírgulas” nos números inteiros e decimais, corroborando a velhinha Portaria 6409, de 23 de Setembro de 1929.
Não é a primeira vez que leitores da NG nos alertam para a irregularidade em que incorremos quando grafamos números inteiros separando os milhares por “pontos”.
Não se deve o nosso procedimento à ignorância de normas que regem tal matéria. Fazemo-lo deliberadamente, optando por um mal menor que evita males maiores.
Ao colocarmos “pontos” de sinalização dos milhares, o número surge como um todo indissociável que impossibilita fracturas na translineação, o que inevitavelmente aconteceria se existissem espaços de separação. Tal desacerto, além de incorrecto e inestético, revelaria da nossa parte uma flagrante desatenção.
Conquanto a paginação final seja criteriosamente revista, uma simples correcção que julguemos imperativa pode alterar fins de linha que provoquem o descalabro referido. – JLB
A Norma Portuguesa n.º 9/2006, do Instituto Português de Qualidade, determina a colocação correcta dos “pontos” e das “vírgulas” nos números inteiros e decimais, corroborando a velhinha Portaria 6409, de 23 de Setembro de 1929.
Não é a primeira vez que leitores da NG nos alertam para a irregularidade em que incorremos quando grafamos números inteiros separando os milhares por “pontos”.
Não se deve o nosso procedimento à ignorância de normas que regem tal matéria. Fazemo-lo deliberadamente, optando por um mal menor que evita males maiores.
Ao colocarmos “pontos” de sinalização dos milhares, o número surge como um todo indissociável que impossibilita fracturas na translineação, o que inevitavelmente aconteceria se existissem espaços de separação. Tal desacerto, além de incorrecto e inestético, revelaria da nossa parte uma flagrante desatenção.
Conquanto a paginação final seja criteriosamente revista, uma simples correcção que julguemos imperativa pode alterar fins de linha que provoquem o descalabro referido. – JLB
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